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Farmacêutica alerta para os riscos da automedicação

05/09/2018

O Brasil é recordista em automedicação.

Um estudo realizado pelo Instituto de Ciência Tecnologia e Qualidade (ICTQ) apontou que 76,4% da população brasileira já utilizou medicamentos sem a prescrição médica. Em 2014, o estudo identificou que a população com ensino superior completo é a responsável pelos maiores índices de automedicação, com 84,8%, e que 90% jovens de até 25 anos utilizam, ou já utilizaram, medicamentos sem acompanhamento por profissionais.

Conforme os dados do Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas (Sinitox) em 2012 foram registrados oito mil mortes pelo uso de medicamentos.

A urgência de amenizar sintomas pode trazer riscos à saúde, uma atitude perigosa conforme explica a farmacêutica da Unidade Básica de Saúde (UBS) de Ipiranga do Sul, Alexandra Nava Brezolin. “Essa atitude que parece ser inofensiva pode trazer consequências graves. As estatísticas mostram que os medicamentos são os principais agentes causadores de intoxicação em humanos”, esclarece.

Alexandra ainda destaca outras consequências da automedicação:

- O uso de analgésicos, por exemplo, podem amenizar sintomas de doenças mais graves, retardando o diagnóstico precoce;

- Tomar remédios sem orientações e em quantidades inadequadas aumenta as chances de apresentar efeitos colaterais;

- Muitas pessoas usam antibióticos apesar de não ser permitida à venda sem prescrição, tornando resistentes os microrganismos infecciosos, não fazendo mais efeito ao longo do tempo;

- A mistura de medicamentos ou interação medicamentosa, pode ocorrer causando a interferência de um princípio ativo do medicamento na ação do outro;

- Leia sempre a bula e mantenha os medicamentos fora do alcance de crianças.

Esses são alguns dos problemas que podem acontecer pela automedicação relatada pela farmacêutica, que indica ainda que os pacientes conversem com seu médico e procure sempre um farmacêutico para auxiliar no uso de medicamentos.